sábado, 18 de dezembro de 2010

Artigo em revista americana sobre brasileiros

Os miniaturistas brasileiros ganharam um grande 'presente de natal'! A revista americana "Dollhouse Miniatures" publicou na sua edição de Janeiro/Fevereiro 2011 o primeiro artigo - do que promete ser uma longa série - sobre miniaturistas brasileiros.

Baseado no meu texto 'Apresentando miniaturas no Brasil', dá uma visão geral das miniaturas aqui, falando brevemente da história, lojas, feiras, exposições e alguns dos miniaturistas mais conhecidos. 

Como a lei de copyrights não permite a reprodução das páginas do artigo em blogs, aqui fica só a capa da revista. 

Capa da revista, edição janeiro/fevereiro 2011
A editora disponibilizou a visualização da revista inteira no site deles:

DOLLHOUSE MINIATURES

Além disso, se você se interessou e quer ter a revista em si (ou o artigo), pode adquirir direto com a editora de duas formas:

1) Comprando a revista inteira. Custa 6,95 dólares mais frete. Como revistas são isentas de impostos de importação, pode importar sem susto! Leva 2 a 3 semanas para chegar.

2) Comprando somente o artigo. Custa 3 dólares e você baixa direto no seu computador em formato 'pdf' (precisa ter o Adobe Reader instalado para ler - é gratuito). E como é baixado não tem custo de frete e 'chega' na hora!

Alguma noção de inglês ou a ajuda de um amigo/parente que fale o idioma é importante para preencher os campos de formulários solicitados no site. Também é necessário usar um cartão de crédito internacional. 

Parabéns miniaturistas brasileiros!!! Que este seja o início de um merecido sucesso mundial para vocês!

Apresentando as miniaturas no Brasil

O início das miniaturas no Brasil aconteceu praticamente do mesmo jeito que foi no início da maioria dos outros países: brinquedos artesanais para crianças.
Mas, ao contrário do que aconteceu em outros países, a mudança de simples brinquedos para itens de colecionador ainda não chegou a acontecer de verdade. Pouquíssimas pessoas conhecem este tipo de arte (ou artesanato), e menos ainda a adotam como um passatempo...
Mesmo atualmente, a forma mais comum de encontrar miniaturas à venda é ir a uma feira de artesanato de fim-de-semana e acaba-se descobrindo algum tipo de miniatura decorando outros itens mais ‘úteis’, tipo potes, porta-chaves, imãs de geladeira, etc.
Apesar disso, temos representantes importantes da verdadeira arte da miniatura, e uma história também! Considerado por muitos o pioneiro das miniaturas de casas de bonecas no Brasil, o falecido artesão Rubens Kaplan [leia em http://jornalmundomini.50webs.com/2006marco.htm] começou a fazer miniaturas na década de 1970. Assim como outros depois dele, ele começou quase que ‘brincando’ com os materiais que tinha à mão, fazendo pequenas miniaturas com eles. Mas então ele mesmo e outras pessoas acabaram notando que elas eram tão realistas, que todos quiseram que ele continuasse a fazendo mais e mais miniaturas. E foi o que ele fez…
Os atuais líderes e também pioneiros na arte de fazer miniaturas no Brasil são Pépp e Orson, Regina Nacthigall, Angelo Pinheiro, Ivani Grande e Regina Passy. Regina Passy escreveu o primeiro livro só sobre miniaturas e criou o primeiro grupo de discussão no assunto na internet, grupo ainda muito ativo. Ivani Grande é uma mestre na arte de fazer miniaturas em biscuit. Angelo Pinheiro não é só um mestre miniaturista, mas é um mestre de fato, pois ensina e compartilha dicas e truques generosamente. Regina Nacthigall faz acessórios e móveis surpreendentemente exatos e perfeitos, e suas aulas são famosas. Pépp & Orson sempre trabalham juntos e não somente seu trabalho é admirável, mas eles também realizam o evento mais esperado de miniaturas do país.  
O único evento que mais se aproxima do que é uma das famosas feiras de miniaturas do exterior é um encontro muito esperado que acontece na casa/Studio de Pépp & Órson [ver em  http://peppassis.fotos.uol.com.br/album13 e em http://www.dollhousebrazil.net/em_destaque.html] no final de cada ano. Lá, não só podemos ver as mais belas criações produzidas pelos melhores miniaturistas brasileiros, como também temos a rara oportunidade de comprar deles.
Muitos outros miniaturistas igualmente brilhantes vêm seguindo seus passos e nos maravilham com seus trabalhos. No entanto, poucos conseguem viver exclusivamente das miniaturas.  
E apesar podermos dizer com orgulho que temos artistas muito talentosos, quem começa a gostar de miniaturas também tem dificuldade de encontrar suas minis aqui. Lojas vêm e vão. Infelizmente mais vão do que vem… No passado, a luta era contra uma inflação gigantesca e planos econômicos mirabolantes. Atualmente é a tarefa hercúlea de sobreviver aos impostos altíssimos do país e aos aluguéis estratosféricos para conseguir manter lojas físicas.  
Atualmente temos três lojas virtuais principais, que também vendem trabalhos de vários artesões nacionais. E os próprios artesões vendem em sites de venda/leilão como  etsy, elo7 e mercadolivre. Ou diretamente a seus clientes fiéis.
Exibições acontecem por todo o país, mas não como um movimento organizado. São geralmente resultantes de convites feitos por algum shopping a um artesão local ou então patrocinadas por empresas visando promover eventos culturais. Estas empresas podem promover exibições de um único artista ou vários juntos.
Apesar de todos os desafios encontrados pelos miniaturistas brasileiros, seu trabalho é absolutamente deslumbrante, um uso bem apropriado para esta palavra. Sempre que há uma exibição, a reação do público é sempre a mesma: eles não conseguem acreditar em seus próprios olhos! Adultos viram crianças de novo e se sentem como que entrando em um mundo mágico: sentindo-se como um gigante numa terra minúscula, enquanto se maravilham com os detalhes delicados de cada peça em cada ambiente. Os que têm a sorte de ver uma exposição de miniaturas – geralmente por acaso – tornam-se definitivamente seduzidos pelo fascínio gerado pelas miniaturas. Estes são os futuros miniaturistas, colecionadores e apaixonados pelo hobby.
E é por causa deles que eu honestamente acredito que, no que se refere às miniaturas, em vez de uma terra de desafios e obstáculos, o Brasil é uma terra prometida, onde uma multidão enorme de novos miniaturistas aguarda ser cativada para sempre! 



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quinta-feira, 4 de novembro de 2010

IV Febramini


O evento mais esperado do ano aqui no Brasil pelos apaixonados por miniaturas, o encontro de miniaturistas, carinhosamente chamado de FEBRAMINI (e sempre hospedado no ateliê dos talentosíssimos Pépp & Órson) vai acontecer no fim-de-semana de 27 e 28 de novembro 2010.

Reserve já o espaço na sua agenda e VÁ!!! :) É tudo de bom!!!!

Revista online gratuita - Em espanhol!

Esta revista, que pode ser baixada em pdf (precisa do Adobe reader para ver depois) é em espanhol e vem sempre recheadíssima de tutoriais.

Já está no número 6. Baixe os anteriores também, vale a pena!


segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Curso de Miniaturas - Regina Nachtigall - Curitiba, PR

Curso de Miniaturas
em Curitiba
dias 13 e 14 novembro 2010
no Ateliê Ana Beatriz Miniaturas
Com a professora Regina Nachtigall
Aprenda como fazer um mini gazebo na escala 1:12

domingo, 17 de outubro de 2010

Miniaturas ensinam detetives!

Como estamos no mês do Halloween, este tema até 'cai bem'... :)



Uma senhora respeitável de 60 anos ajudou a treinar as habilidades de muitos detetives em resolver crimes estudando a cena onde eles ocorrem. Ela fazia cenários detalhados ilustrando crimes REAIS que aconteceram em algum momento, entre final do século 19 e meados do século 20.

Como diz a diretora do filme/documentário, Susan Marks, sobre o trabalho desta talentosa miniaturista Frances Glessner Lee "Você pode ter toda a tecnologia de ponta do mundo, mas isso não muda o fato de que se você ler a cena incorretamente, toda aquela ciência não vai ajudar em nada."


Outra obra ligada a resolver um crime, e bem no Halloween, é o último livro escrito por Margaret Grace: Monster in Miniature



Geraldine Porter é viúva, e Professora de Inglês aposentada. Sua única neta, a precoce Maggie, passa um feriado prolongado com ela. Quando as duas visitam a rua mais enfeitada no tema Halloween da pequena cidade (fictícia) Lincoln Point, descobrem horrorizadas que o espantalho em uma das casas mais tradicionais é, na verdade, o corpo de um homem assassinado! Gerry (Geraldine) não quer se envolver e prefere deixar o caso para seu sobrinho policial (Skip) resolver, mas o nome do seu falecido marido é envolvido na trama, e ela não consegue ficar em paz até resolver a questão. 

Envolvente, cativante e cheio de dicas de miniaturas feitas com itens do dia-a-dia!

Somente em inglês (por enquanto...). Pode ser comprado e baixado para NOOK do site da Barns & Noble;



segunda-feira, 26 de julho de 2010

SORTEIO!!!!

Trrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr (rufar de tambores!) :)

Escrevi os nomes de quem postou comentário em papeizinhos dobrados e pedi para minha mãe sortear um. Ela nem sabia do que se tratava, rsrs.... mais imparcial, impossível!!!

E a sorteada foi.... LENIRA!!!!!

Parabéns Lenira e obrigada a todas que participaram mandando um comentário! Gostaria de mandar um para cada, pena que só tenho um mesmo... Mas haverão outros sorteios, prometo!

E a Lenira mereceu muito este prêmio. Ela participa ativamente do blog e está sempre visitando o site, acompanhando as novidades, usando as dicas e mostrando o resultado. O DollHouse Brazil só tem a agradecê-la. É por um público assim que vale a pena manter o site no ar e procurar trazer sempre novidades.

Obrigada a todas vocês e especialmente à Lenira, pelo carinho com que vem acompanhando o DHB!!

domingo, 18 de julho de 2010

Novidades no Site!

Em primeiro lugar, uma notícia 'quentinha, saída do forno': 


Uma grande oportunidade de conhecer 'de perto' profissionais da miniatura com muitos anos de mercado, de experiência, e dispostos a compartilhar um pouco do que sabem conosco. Suas dicas são importantes, aprenda um pouco mais sobre como é o mundo das miniaturas lá fora com eles e elas!

Virão mais por aí, aguarde!!!

Mas se você quiser sugerir algum miniaturista, daqui ou lá de fora, para entrevista, mande suas sugestões para contato@dollhousebrazil.net. Pode mandar sugestões de perguntas, coisas que você quer saber deles.

Também inaugurando um excelente meio para vender alguma mini que você tenha duplicada, ou que não tenha mais espaço para ela, ou alguma ferramenta, livro, etc. São os CLASSIFICADOS no DHB. Preço muito acessível e uma grande exposição entre apreciadores de miniaturas. Apenas R$5,00 por 30 dias o espaço! E se vender antes disso, pode trocar o conteúdo ou ficar como 'crédito' dos dias faltantes para anunciar mais tarde.

É 'mamão com açúcar'!!... :)


quinta-feira, 15 de julho de 2010

Dica de 'ferramenta'

Ok, ok... não é bem uma ferramenta, mas é o equipamento mais utilizado por quem faz miniaturas, não importa o material usado: A COLA!!!

E o maior problema é aplicar a cola em pequena quantidade, com controle sobre onde vai e quanto... Uma EXCELENTE solução é colocar um "bico" dosador na ponta do frasco de cola.

A primeira vez que vi um bico assim foi a cola da Templewood Miniatures, muito usada e divulgada pela editora da Dollhouse Miniatures, Joyce Dean*. É uma mão na roda para colar roupas, almofadas, bolsas, couro, tecido, madeira, o que você precisar!

Como essa loja fica na Inglaterra, e comprar significa importar (custo de frete mais conversão de libras para dólar, mais imposto), resolvi tentar a minha mesmo. Peguei um pequeno frasco de cola - o que veio com a coleção "Casa de Praia" da Planeta, lixei a ponta até caber uma ponta metálica de lapiseira 0.7. Encaixei bem, colando com 'super-bond' e... deu certo!!!

Recentemente descobri um fornecedor deste tipo de frasco com essa ponta, já que está difícil achar esse tipo de lapiseira em loja de 1,99 e comprar uma lapiseira boa para usar só a ponta dá dó! rsrs... Custa R$6,00 no Atelier Prince (role para baixo até achar "APLICADOR DE GUTTA"). O uso original deste tipo de frasco e ponta é para pintar seda!!! Mas funciona igualmente para cola, tinta dimensional, cerâmica plástica líquida misturada com tinta ou bem batida com cerâmica plástica normal, cola com glitter, etc.

Um grande achado!!! Recomendo muitíssimo!!!! :)


A "original" da Templewood, a minha - improvisada! - e a da Prince



QUER GANHAR UM APLICADOR DA PRINCE, novinho!!! , RECHEADO COM COLA "TACKY" (mais espessa, segura na hora!) importada?

Mande um comentário até 25/julho/2001. Sortearei um ganhador entre os que comentarem!!!

APROVEITEM!!!!!


* A editora Joyce Dean faleceu recentemente, vítima de um derrame. Fica aqui minha homenagem a ela.

terça-feira, 29 de junho de 2010

domingo, 9 de maio de 2010

E a viagem chega ao fim...

Calma, você não pulou parte nenhuma!!! :)

A parte das feiras foi postada DollHouse Brazil. É só clicar aqui que você lerá sobre as feiras, o IGMA e verá fotos e até um vídeo curtinho, mas legal!

Caso tenha ficado curioso (ou curiosa) para ver o que comprei, estou iniciando um novo blog só para falar das minhas aquisições e miniaturas. Não dá para postar aqui, porque foge totalmente ao escopo do site e do blog, que visam divulgar as miniaturas brasileiras e contar o que rola lá fora para os brasileiros, certo? Se quiser dar uma espiadinha, visite o "Minhas Miniaturas * My Miniatures" daqui uns dias, ok? Por enquanto não tem novidades lá, só foi criado...

Mas nem tudo foram flores na viagem, também tive contratempos. Quando visitei o Museu de História de Chicago, tive que deixar um documento com eles para poder retirar o guia em áudio (iPod). Ingenuamente, deixei meu passaporte. Como era diferente, achei que não iria ter confusão... Quando fui devolver, eles tinham entregado por engano a outra mulher que tinha o mesmo tipo de passaporte que eu, sem checar foto ou nome!!! Pode?.... 

A pobre moça do museu quase desmaiou quando se deu conta do engano! Eu é que tive que acalmá-la, e não o contrário... rsrs... Afinal, brigar naquela hora não resolveria nada. De cabeça fria a gente pensa melhor, certo? Ademais, quem mandou eu deixar logo o passaporte? Sem dúvida, levei bronca no consulado por causa disso, e eles não deixam de ter razão...

Isto foi numa 4a feira, e eu viajaria de volta no Domingo. Sem saber se a outra pessoa se daria conta da troca antes de eu viajar - sem ele não teria como deixar o país sem ser presa ou expatriada... rsrs.. - acabei indo ao consulado na 6a feira para tirar um de urgência. E com isso cancelaram o original. E não é que 3 horas depois disso, o museu me liga para avisar que a outra se deu conta da troca?... Se ao menos tivesse sido mais cedo, né? Bem o museu foi super correto e vai reembolsar as despesas que tive. Mas fica aqui a melhor dica de viagem que posso dar: NUNCA deixe seu passaporte em lugar ALGUM! Qualquer outro documento com foto é uma opção melhor...

Por outro lado, tive a boa sorte de ser convidada por uma miniaturista que conheço de um dos grupos de discussão para ser sua colega de quarto no Hotel Marriott, onde acontecia a principal feira. Apesar do trabalho que deu mudar de hotel, foi muito bom! Até então eu estava em um que cabia dentro do meu orçamento, mas a uma boa caminhada de lá. E com esta oportunidade de ouro que me foi oferecida, pude curtir a feira mais de perto, o que é muito mais conveniente, sem dúvida!!! Esta minha colega de quarto, logo descobri, é uma IGMA Artisan, especializada em dolls (costuming) e bordado. Seu nome é Cookie e inclusive vai dar aula no curso de verão do Guild School. Se não fosse comigo nem eu acreditava... rsrs...

Com ela aprendi a olhar miniaturas com outros olhos: o olhar de um colecionador! São exigentes com a qualidade e podem até pagar mais caro por alguma peça. Desde seja perfeita! E geralmente colecionam móveis e acessórios visando montar um ambiente ou época específica. A coleção começa muito antes do ambiente estar fisicamente disponível (dollhouse ou roombox). Nem todas as peças precisam ser caras, mas sim as peças-chave, que chamam mais a atenção. E para a maioria dos colecionadores a exatidão histórica é tão importante quanto a perfeição na execução da peça. Se uma lareira não tinha aparador numa determinada época, colocar uma assim no ambiente da época é quase um 'crime' histórico! Pode colocar peças de período anterior, nunca posterior...

Há também aqueles que colecionam para contar histórias, fantasiar, ou mesmo montar, em miniatura, seu mundo ideal... 

O fato é que todos se encontram nas feiras de miniaturas. Há muitas delas por lá, tomara que possamos logo ter algumas feiras aqui também! :)

sábado, 8 de maio de 2010

Derrubando um 'pré-conceito'

Antes de encerrar a série de postagens sobre Chicago, gostaria de compartilhar uma descoberta interessante.

É sobre o povo americano. Apesar de ter trabalhado como English teacher por muitos anos, nunca tinha tido a oportunidade de visitar os EUA. Já tinha viajado ao exterior, claro, inclusive a outros países também de língua inglesa, como Austrália e Inglaterra. Mas o inglês que aprendi é basicamente americano e, curiosamente, nunca tinha ido lá.

Pelo que sempre me diziam, o americano seria um povo frio, distante, pouco amigável e sem muita boa-vontade para ajudar.... No entanto, o que vivenciei nos 10 dias que fiquei lá foi totalmente o oposto disso!!! 

Eu até já imaginava que os miniaturistas me acolheriam bem. E de fato, me senti "em casa" com todos eles. Foram amigos, simpáticos, prestativos, cheios de consideração e me ajudaram sempre que precisei. Talvez porque tinhamos algo em comum, a paixão pelas miniaturas. Talvez porque vários deles já me conhecessem dos grupos de discussão que participo, vários me cumprimentaram de braços abertos e um sorriso franco ao ver minha identificação com meu nome "Evelyne / Brazil". Foi como finalmente poder abraçar um amigo distante.

Mas não foram SÓ eles! Tive vários contratempos durante minha estadia. Alguns normais, típicos de uma viagem ao exterior, como sentir-se meio perdida sem saber bem para onde ir. Outros nem tanto, como um pacote que não chegava nunca ou um passaporte extraviado... 

No entanto, todos que encontrei no meu caminho, estranhos que nunca vi antes, eram simpáticos, atenciosos, prestativos, dispostos a ajudar. Até mesmo fiscais de segurança de aeroporto, de quem até mesmo os americanos adoram reclamar....

Não sei se foi por ser primavera, quando finalmente o sol volta a brilhar depois de um longo e 'tenebroso' inverno... Se essa mudança de tempo afetou o humor de todos para melhor... De fato, graças às mudanças climáticas no mundo, o inverno no hemisfério norte foi muito mais longo e mais frio do que o normal. 

Não sei se foi porque eu sou fluente no idioma deles... Entender o que dizem, sem ter que fazê-los repetir, e me fazer entender de primeira ajuda muito em qualquer comunicação. Mas o fato é que TODOS me trataram tão bem que fiquei sem entender o porquê da fama... 

Fico imaginando se o fato de eu estar super-feliz de estar lá, vivendo um grande sonho, também ajudou. Afinal, quando se está feliz, você tende a se aproximar das pessoas com o sorriso aberto, e mesmo quando algo dá errado, é mais fácil ser compreensivo e tolerante, entender a humanidade do erro. 

Fiquei imaginando se caso eu abordasse as pessoas com uma 'cara' já aborrecida e um tom já irritado, carregada de frustração e mal-humor, talvez isso acabasse atraíndo a mesma atitude da parte dos outros para comigo. 

Cheguei a conclusão que o mundo reflete o que a gente sente por dentro. É impossível estar mal por dentro, cheio de mágoas, rancor e irritação e atrair sorrisos e alegria para sua vida. Se quer abelhas, use mel como isca... :)

Só sei que esta viagem me encantou, e também me deixou com muita vontade de voltar mais vezes! 

Derrube você também qualquer 'pré-conceito' que possa ter e qualquer receio de ir ao exterior. Mesmo que não tenha fluência no inglês, estará entre miniaturistas, uma grande família espalhada pelo mundo e que acaba se encontrando nas feiras...

Se for seu desejo conhecer de perto uma dessas feiras, acredite e vá! :)


É tudo de bom!!! 



segunda-feira, 3 de maio de 2010

Projeto-lei 215/2002. Em respeito e defesa da vida animal


Visite o site, leia o projeto-lei, assine o abaixo-assinado que pede urgência na aprovação do Código de Bem-Estar Animal.

Já está passando da hora de garantir aos animais um tratamento digno.

Somos co-habitantes deste planeta, eles NÃO nos pertencem. Somos seus guardiões e eles são nossos companheiros de jornada! Merecem nosso carinho e respeito.

sábado, 1 de maio de 2010

Workshop & Thorne Rooms

E finalmente.... miniaturas!!! :)

Na 5a, as feiras ainda não tinham começado, mas fui fazer um workshop para o qual eu já tinha me inscrito com antecedência e que duraria das 8 às 17h. Consegui acabar um pouco antes, lá pelas 16hs. E isso me deixou com mais tempo livre para aproveitar a grande pedida das 5as feiras: entrada livre no Art Institute de Chicago para ver as Thorne Rooms!!! (economiza-se 18 dólares para gastar com mais miniaturas...) :) 

O workshop


a simpatissíssima 'teacher' Kimberly Hammer
A professora é a simpatissíssima Kimberley Hammer. Ela é fera em plantas em miniatura e desenvolveu um charmoso jardim com laguinho, plantas aquáticas, uma ponte, arbustos e até uma árvore. Foi chamado de "Um toque de Monet". O chorão foi, na verdade, entregue pronto e feito por Lady Bug, que vende vários suprimentos para fazer plantas e jardinagem, como furadores e muitas outras coisas a preços bem acessíveis. 

Kimberley já tinha trazido a base já montada e pintada, o lago (de um tipo de resina) já pronto e seco, os arbustos, a ponte já pintada e as flores já recortadas. E ela ensinou - com detalhes, paciência e encorajamento - como montar tudinho. Adorei a aula, a professora, tudo! E aprendi uma técnica nova.

 
O cenário que deveríamos montar (este é o da teacher)

Thorne Rooms


Numa dessas enormes coincidências da vida, uma das minhas colegas de workshop era nada mais nada menos do que a curadora das Thorne Rooms!... Babei de inveja dela, hehe... Ela é surpeendentemente jovem e acessível. Contei que ia exatamente lá depois do workshop e perguntei se poderia tirar fotos. Ela autorizou, mas pediu para não usar o flash - uma recomendação comum em museus, já que a exposição à luz tem que ser controlada para não descorar pigmentos e outros produtos químicos usados nas várias obras. 

E as Thorne Rooms são tudo aquilo e muito mais!!! Dá vontade de ir lá muitas e muitas outras vezes para admirar a perfeição de cada peça. Perfeição de execução e perfeição histórica, pois cada sala é um retrato impressionante e quase mágico de como se vivia em cada época retratada. Bem... na maioria delas é como vivia a parcela abastada da população... ;)

A senhora Thorne, esposa de James Ward Thorne, e natural de Chicago, colecionou nas suas viagens pelo mundo várias peças elaboradas e perfeitas em miniatura. Quando sua coleção já estava bem grande, ela decidiu usar seus conhecimentos (e dinheiro) e projetou 68 ambientes de várias épocas e locais, principalmente da Europa e dos EUA, com uma sala especial para o Japão. Ela contratou os melhores artistas da época para trabalharem em vários aspectos dos ambientes. Como os ambientes foram construídos entre 1932 a 1940, uma época de recessão 'braba' nos EUA e Europa, com a II Guerra iminente ou já a 'pleno vapor', não foi difícil convencer os talentosos artistas a contribuirem com sua arte. E o resultado é de tirar o fôlego, de cair o queixo!!!

 Alguns visitantes insistiam em tirar fotos com flash, mas em respeito à minha 'colega de aula', eu tentei tirar sem, mas acabaram saindo muito tremidas, poucas sairam legais. Acabei desisitindo das fotos e fiquei só curtindo o que via mesmo. As fotos do site oficial do museu são de excelente qualidade. Mas tem uma coisa que só se descobre vendo de perto: as salas continuam!!! Dá para ver portas que abrem para algum outro ambiente ou então para um jardim, para a rua... A ilusão de realidade é indescritível!!!!


vislumbrando outra sala 'extra'...
Dá para imaginar como era o mundo lá fora naquela época....

Um detalhe (meio borrado) do trabalho minucioso na madeira entalhada...

uma janela com vista para um lindo jardim e a luz 'natural' iluminando o ambiente...

A luz 'natural' ilumina o ambiente riquíssimo, cheio de detalhes em ouro.
Não vi criança, adulto, idoso, homem ou mulher que não tenha ficado impressionado com o que via! Era um deslumbramento atrás do ourto, uma descoberta seguida de outras tantas... 





































































Não comprei o livro que o museu edita porque na Amazon sai mais em conta. Mas descobri lá um livro de ficção chamado "The sitxty-eight rooms" (Os 68 ambientes), de Marianne Malone. Nele uma garota de uns 12 anos (Ruthie) e seu melhor amigo (Jack) descobrem uma chave mágica que os faz encolher para a escala 1:12 e os dois percorrem vários ambientes, não só descobrindo que os objetos lá podem ser usados, instrumentos podem ser tocados, etc, mas também que eles, de forma mágica, podem interagir com o mundo lá fora da época de cada ambiente, que a mesma magia trás à vida! Adorei o livro!!! Pena que é em inglês, mas espero que um dia traduzam para o português .

Pela capa do livro dá para ter uma idéia da maravilhosa aventura que o par de jovens vai viver. :)

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Primavera 2010

Nem tudo é concreto e aço em Chicago. Afinal, é primavera no hemisfério norte!

Os dias de sol e calor fizeram mais do que facilitar a viagem de uma moradora de um país tropical... :)

A natureza despertava de seu longo sono de inverno. A cada dia dava para ver tudo ficando gradualmente mais verde. Sem contar com as lindas flores, para todo o lado!

Um colírio para os olhos e fonte de inspiração:

CHICAGO!....

Chicago é uma cidade que me surpreendeu muito, e no bom sentido!

Muitas vezes considerada "A segunda cidade" dos EUA, 'rivaliza' com New York com modernidade, progresso e centro de negócios.  

É moderna, cheia de prédios, mas com um sentido forte de tradição, cultura, artes e história. É super-fácil transitar por ela, tem ônibus e trem (metrô) para todo lado. O pessoal é bem simpático e hospitaleiro. Principalmente o que mais me impressionou foi: é LIMPA!!! 

Já morei muitos anos em São Paulo, e a diferença de estar numa metrópole que funciona, é fácil se locomover, é limpa e agradável foi um choque cultural muito... prazeiroso!

Outro apelido de Chicago é "Cidade dos Ventos" (Windy City). E não é à toa não!!! Vira e mexe bate um vento gelado que abaixa em vários graus a temperatura! Se só com o sol você se sentiria bem vestindo uma simples camiseta, quando bate o vento pode vestir uma jaqueta reforçada porque vai gelar....

No aspecto cultural, vários teatros, shows, espetáculos e mostras rolam por lá o tempo todo. Chicago é a cidade-base dos "Blue Men" (que no Brasil figuram nos anúncios da Tim...) E também é a sede das famosas Thorne Rooms, em exposição permanente no Art Institute. Imperdível!!!!

Fiz um passeio de troley e ônibus de dois andares, onde se podia descer em pontos turísticos e pegar um outro mais tarde. Os guias contam em detalhes a história dos prédios e da cidade. Não lembro muita coisa sobre os prédios, mas duas coisas ficaram marcadas:

Tour "hop on - hop off"

1) A cidade sucumbiu a um incêndio gigantesco em 1871. Até então, tudo na cidade era feito de madeira, inclusive as ruas e os passeios! Os fortes ventos, comuns na cidade, ajudaram ainda mais a espalhar as chamas. No saldo final, 2/3 da cidade viraram cinzas. As altíssimas temperaturas atingidas no incêndio fundiram desde bolinhas de gude a pedaços de metal. 300 pessoas morreram. Depois do incêndio, ficou decidido que a nova cidade teria que ser à prova de fogo...
A cidade se reergeu, e esta reconstrução rápida virou motivo de orgulho e símbolo do progresso e da capacidade dos Chicagoenses.
Aprendi muito sobre a história da cidade visitando o Museu de História de Chicago, que tem maquetes muito bem feitas e construídas de tal forma que dão a ilusão de se perderem no horizonte:

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2) A cidade depende da água do Lago Michigan para tudo, inclusive como fonte de água potável. Foi uma das primeiras cidades do mundo - se não tiver sido A primeira - a ter um sistema de tratamento moderno de água e esgoto. Mais do que isso, para evitar que a água do rio Chicago (limpíssima, e sem cheiro - ao contrário do Tietê e Pinheiros... ) poluísse o lago, eles INVERTERAM o curso do rio. Nem consigo imaginar como se consegue isso, já que na minha cabeça um rio nasce pequeno, vai aumentando com os afluentes e sempre corre gravidade abaixo... mas conseguiram! É o único no mundo que corre no sentido contrário ao seu curso natural (segundo a guia).

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Quando a cidade se reerguia do incêndio, uma senhora consternada fez uma campanha para doar livros para recompor a biblioteca da cidade. Ela conseguiu 80 mil livros! Detalhe... a cidade não tinha e nunca teve biblioteca.... :) 30 anos depois eles conseguiram terminar sua primeira biblioteca e já nasceu enorme. Hoje em dia lá tem biblioteca para tudo quanto é lado e a original é atualmente um Centro cultural que abriga cursos, exposições e espetáculos. O contraste da sua arquitetura clássica com os prédios modernos em volta não deixa de ser curioso.



terça-feira, 27 de abril de 2010

Sheboygan Falls! - que nome é esse? :)

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A cidadezinha onde a Dana mora e onde fiquei no primeiro fim-de-semana é Sheboygan Falls. Que nome estranho, né? Até para os americanos... Vem da história de uma índia, que quando teve o segundo filho de um branco, diziam "she boy again", ou um 'indianês' para "she had a boy again" ou 'ela teve um menino de novo'. Falando rápido sai Sheboygan. Que é o nome do rio que corta a pequena cidade e de uma cidade maior na beira do lago Michigan. Como na altura da cidadezinha tem uma pequena queda d'água (falls), ficou Sheboygan Falls.

É uma típica, bonita e limpa cidade do meio-oeste. Tão tranquila e pacífica que ninguém tranca o carro! Na pousada onde fiquei (Bed&Breakfast), por exemplo, a confiança foi tanta que a dona me entregou as chaves do quarto E da pousada... e foi embora! Pode? Ela morava pertinho, mas aqui nunca vi disso, tamanha confiança num hóspede, nem no interiorzão!!! Como eu era a única hóspede daquele fim-se-semana - a temporada de 'getaway' ou pequenas viagens para desestressar da cidade grande, quando essas pousadas são muito requisitadas, ainda não havia começado - fiquei sozinha lá!!! E ainda por cima a proprietária generosamente me deu um 'upgrade', me passou para a melhor suíte, sem custo. Me senti uma verdadeira rainha, hehe :)

No vídeo acima você pode ver as fotos da suíte, as minhas primeiras compras e fotos que tirei no domingo bem cedinho, ainda frio, antes mesmo do café-da-manhã (servido no quarto!!!) da cidade em volta. Um charme, um encantamento só!

Depois do laudo café, Dana veio me buscar para mais um dia de compras. Além de me ajudar a ativar o celular. :) Agora estava finalmente comunicável! Fomos ao Michael's, a uma pequena loja de artesanato com 'trocentas' coisas com preços para lá de ótimos, dava vontade de comprar tudo!!! Também me levou a um Wal-mart - onde comprei chocolates e presentes para meus pais - e um pet-shop enorme, onde comprei itens para meus cães e gata. Eles também iam ganhar presentes! ;)

Depois fomos para o hotel onde eu ficaria em Chicago, perto de onde rolaria a principal das feiras de miniatura. Com o estrago na casa dela, achei melhor não ficar ocupando muito o tempo dela, pois tinha assuntos mais urgentes para resolver. Apesar dela não reclamar nem um pouquinho!!! 

O pior foi a quantidade de pacotes além da mala que tive que levar hotel adentro! Para começar, cometi a 'loucura' de comprar online na semana anterior, aproveitando uma oferta de um dia de uma loja de miniaturas que ofereceu desconto de 50% nas dollhouses. A bobinha aqui comprou logo uma casa enorme, porque estava barato... nem pensei no tamanho do trombolho do pacote!!! A Dana tinha autorizado que eu enviasse para a casa dela, e quando chegou ela avisou por email "é um pacote bem grande". Grande?... Gigante, isso sim, e pesaaaaado! Aprendi mais uma: se for para comprar uma dollhouse, escolha uma menor, mais modesta. Ou então compre numa escala bem mais reduzida, como 1:24 ou mesmo 1:48. Vai por mim!!!! Olha só o tamanho do trombolho (compare com o tamanho da mala e tênis!):



Também tinham alguns livros e pacotes com ferramentas que eu tinha encomendado online antes mesmo de sair do Brasil, pedindo para entregarem no hotel. Vixi! Acho que não calculei bem o tamanho da encrenca... kkkkk

Shop terapia

A Dana é uma artista fabulosa! Conheça seu trabalho aqui: www.miniatureart.com. Com seu talento ela poderia facilmente vender suas dolls OOAK (One Of A Kind - únicas e exclusivas) em qualquer feira ou no ebay por preços exorbitantes, coisa de colecionador. Mas ela generosamente optou por compartilhar seu talento. Além de manter um grupo no Yahoo, ela oferece a preços bem módicos aulas online de como montar uma doll, vestir, pintar, enfim - dar-lhe 'vida'! Isso sem contar nos inúmeros tutoriais gratuitos que mantém no site ou aulas básicas grátis para iniciantes no seu grupo. 

Como se isso não bastasse, mantém um programa de RAK (Random Acts of Kindness - Gestos Aleatórios de Generosidade), um programa que envia kits completos de dolls para membros carentes que não podem adquirir materiais por questões financeiras, por estarem passando por outros tipos de dificuldades ou por estarem em locais onde não há desse tipo de material.

Para participar deste programa, é preciso estar no grupo há pelo menos um ano. No entanto, assim que entrei ela me pôs sob sua 'asa protetora' e permite que eu acompanhe algumas aulas, envia sempre que pode alguns materiais - sem custo para mim - é um amor de pessoa!

E não é rica não!!! Vive da sua arte, das aulas e é classe média, sem luxos nem dinheiro sobrando. Mas é generosa, gentil, simpática, encantadora!!! Um coro de quase 1.500 pessoas (tamanho do grupo) concorda comigo sem pestanejar nem pausa para pensar!

Quando soube que eu iria a Chicago, sua reação foi: "você sabe que eu moro pertinho, né? Você tem que vir aqui!" O 'pertinho' dá umas 3 horas de carro! Mas ela desde o início fez questão: me buscaria no aeroporto, me levaria para comprar em lojas onde miniaturistas se abastecem lá - com preços bem menores que nas feiras!... e ainda me daria algumas aulinhas de dolls, de presente! Como dizer não, como recusar? Na verdade, dizer não nem me passava pela cabeça. Conhecer esta heroína, este modelo de pessoa era tudo que eu mais queria! Era começar a viagem pela melhor parte, era como começar uma refeição pela sobremesa!!!

Dito e feito! Lá fomos nós conhecer Milwaukee. O bairro chique, o "Alphaville" de lá. As casas, quase mansões, lembram demais as casas de bonecas. Ou melhor, finalmente vi as casas nas quais as dollhouses se inspiram!!! Aliás, até mesmo as casas mais modestas da região toda são parecidíssimas com as dollhouses!... Parecia que eu tinha diminuído de tamanho e estava vivendo no mundo 1:12! :)





Ei, Dana, dê um tchauzinho para os miniaturistas brasileiros!:


Bem, depois deste passeio turístico fantástico, bateu uma fominha.... Já eram umas 2 ou 3 da tarde! Perdi a noção da hora com os vôos, percalços e fuso horário! Sabendo que eu sou vegetariana, fez questão de me levar num restaurante que tem várias opções vegetarianas. E foi uma delícia!!! 

Era num shopping ("aberto", não do tipo dentro de um prédio enorme como aqui no Brasil) e aproveitei para comprar um celular para ficar "comunicável" nos EUA, só $9.90, pechincha!!! Um cartão de ligação internacional de 1 hora por $10 - ligar de hotel para o Brasil, nem pensar!!! Remédios recomendados pelo meu médico para meus joelhinhos e até um primeiro presentinho para minha mamy: uma fonte por incríveis $2.50!!! Aff! Também fui a uma livraria e depois fomos ao 'templo do artesanato': HOBBY LOBBY!!!

Eles sempre têm umas ofertas boas, e comprei tudo o que lembrei que queria, principalmente miniaturas bem baratinhas e colas mil - já tinha visitado o site na internet antes de sair do Brasil - no menor tempo que consegui! Por mim, passaria o dia lá, hehe...

tudo isso comprado só no primeiro dia... Já viu o tamanho do 'estrago' que vai ter no final, né? rsrs....
Mas um contratempo apertou nosso programa. A neve que tinha caído na 5a anterior teve consequências: um grande vazamento do telhado na casa da Dana fez com que tivessem que quebrar um monte de paredes e a casa dela estava de pernas para o ar! E ela teria que voltar logo para casa para ajudar o marido - que lida com construções - a botar a casa em ordem. Versátil, a Dana!!!Não daria para rolar as aulas/dicas, mas ela me fez uma surpresa: eu ficaria num Bed&Breakfast a duas quadras da casa dela. É uma pousada em uma construção histórica com direito a um farto café da manhã.

Ok, hora de ir prá caminha... Fica para o próximo post... ;)

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Ainda 'tô' chegando... :)

Lembra da tal garrafa de cachaça? Então... Quando o avião parou, fui correndo para a janelinha do outro lado acompanhar a retirada das malas. Uma parte ia para o aeroporto e as outras - inclusive a minha - continuaria em outro avião para Chicago. E não é que a garrafa foi junto com as malas para o aeroporto? A essa altura o saco plástico gigantesco já estava toda desenrolado e a etiqueta tinha ido pro espaço! O cara que pegava as malas pegou o "embrulho" nas mãos com cara de "mas quem é que manda um troço desses desse jeito???" e jogou junto com as malas. Xiiiii, se não tinha quebrado ainda, agora foi!

Corri para o a esteira de pegar malas, e lá vinha o embrulho desembrulhado... e... supresa! A garrafa chegou intacta, inteirinha!!! 

Corri para o balcão de check-in da United e nem eles acreditaram como foi que a garrafa chegou sem quebrar naquele "embrulho"... Com a maior simpatia e boa-vontade do mundo - de verdade! - eles logo descolaram uma caixa que deu certinho para a garrafa, acolchoada com o tal saco plástico, etiquetaram direitinho e me tranquilizaram: "pode ir pegar o vôo que desta vez chega lá direitinho, garantido!". 

Lá fui eu para mais um vôo de hora e meia, desta vez "espremida" entre uma família de suecos enormes e bem comunicativos uns com os outros... :)

Finalmente... Chicago!!!! eeeebbbaaa! 

Fui depressa para pegar a mala - detalhe: levei uma mala dentro da outra, pois já sabia que ia trazer um monte de ferramentas, acessórios e algumas minis. A caixa com a garrafa realmente chegou direitinho! Foi a primeira a entrar na esteira! Mas a mala... nada! Tô que espero e eis que chega a Dana: "Com licença, você é a Evelyne do Brasil?" YEEESSS!!!! Nada como ser recepcionada com um abraço caloroso de boas-vindas!

Ei, e a mala? Nada!... E acabaram as malas na esteira. Fomos eu e a Dana de um lado para outro do setor, tentando achar algum funcionário. Nenhumzinho! Só terminais de auto-atendimento. E para não dizer que eu, estrangeira, é que não sabia lidar com os danadinhos, a Dana também não curtiu nada 'lidar' com eles! Só diziam para esperar com paciência - sem dizer por quanto tempo - ou então para pedir para entregarem a mala depois. ai.. ai... 

Depois de uma 1/2 hora andando de um lado para outro tentando achar algum funcionário da United, finalmente achamos uma. E, bem quando íamos explicar a situação: "lá está ela!!!!" enxerguei minha mala em uma outra esteira, que não tinha nada a ver com meu vôo!!!! 

Dica de viagem: SEMPRE coloque um adesivo GIGANTE ou outra forma de identificação na sua mala. Se não fosse meu adesivo propositadamente espalhafatoso, eu não teria visto a mala de longe e provavelmente passaria o meu primeiro fim-de-semana sem minhas coisas...

Bem, chega de dramas, agora era só festa! Quanta coisa nova pela frente, até a viagem de carro - umas 3 horas até chegarmos à cidade dela - seria divertida, quanto assunto em comum, quanta novidade! Antes de chegar lá, passamos por uma grande cidade - Milwaukee. E foi lá que fiz minha primeira festa de compras: HOBBY LOBBY, lá vou eu! 

Na próxima postagem, pq agora vou ao dentista! rsrs...

Mas antes, uma estrutura bem incomum que me chamou a atenção na estrada: uma quase pirâmide. Este silo, na verdade, é usado para armazenar SAL! Eles jogam o sal na estrada para derreter a neve no inverno.



Difícil foi imaginar o inverno lá, pois estava o maior sol e calor, tanto que tivemos que ligar o ar condicionado do carro! E isso porque na quinta-feira - dois dias antes - tinha nevado!!!! Parecia que eu tinha levado o sol e o calor do triângulo mineiro comigo! De nada... ;)

A viagem de ida

Apesar de maravilhosa, essa viagem teve alguns percalços, contratempos, atrasos e desencontros... Mas como foi tudo tão memorável, nada disso pesou e o balanço foi extremamente positivo!!!

A ida por si só já foi uma grande aventura! Eu tinha marcado um vôo direto de Uberlândia a Guarulhos. Planejava chegar lá por volta da 1 da tarde. Isso porque meu vôo para os EUA saia às 10 da noite. Não queria correr nenhum risco, com a segurança aérea do jeito que está... Mal sabia eu! rsrs...

Acontece que, apesar de ter comprado a passagem pela Tam, quem opera este vôo é a Passaredo. Com aviões bem menores. E justamente o do meu vôo deu problema técnico e o vôo foi cancelado! Vixi, e agora? Depois de muito negociar, consegui ir no vôo seguinte da Tam, só que para CONGONHAS!!! Imagine chegar em Sampa numa sexta-feira, em plena hora do rush, trânsito TODO parado - cheguei lá pelas 17 hs - e ainda ter que atravessar a cidade, a marginal entupida, a Dutra e a Airton Sena paradas para tentar chegar a Guarulhos. Valham-me todos os santos!!!
A Passaredo providenciou um táxi para nos levar lá (eu e outros 2 passageiros na mesma situação), mas só conseguimos chegar lá pouco depois das 20 horas, ai.. ai...

Corri para fazer o check-in e dá-lhe fila looooonga para passar pela segurança e alfândega. Quando finalmente estava lá dentro da área de embarque já eram umas 21 horas.

E o tempo todo fui brincando com o pessoal e de bom-humor. Afinal, ia realizar um grande sonho!

Aproveitei o tempinho que faltava para o embarque e a fila enorme gerada pela segurança - desta vez americana... - e comprei uma garrafa da legítima cachaça brasileira para levar de presente para minha primeira anfitriã nos EUA. Não teria problema porque era da Duty-Free e eles entregam na porta do avião, lacrada e tudo.

Detalhe: meu vôo era cheio de escalas... Minha primeira parada, em Washington DC, depois de um võo loooongo que não tinha fim e em que mal consegui dormir (meus joelhos já velhinhos não deixaram), tive que passar pela 'Imigrations'. Sem problemas, porque fui com o passaporte frances, que não precisa de visto. Mas a fila era enorme e o pessoal bem mal-encarado, hehe...

Teria que pegar minha mala, re-despachar e passar de novo pela segurança. Ainda meio tonta de sono, esqueci que tinha que colocar a tal garrafa na mala. E não é que me barraram na segurança??? Mas, ao contrário de todas as espectativas, o oficial foi super-simpático e me levou de volta ao local de rechecagem das malas: "vamos ver se vc consegue pegar sua mala e colocar lá dentro". Que nada, a mala já tinha ido para o avião! Me arrumaram um saco plástico enorme e enrolei a garrafa toda com ele, etiquetei e rezei. Já achava que não ia chegar inteira em Boston, a próxima parada...

Bom, pelo menos passei pela segurança desta vez, hehe...

E lá fui eu... como consolo, o avião estava quase vazio. Fui batendo papo com um comissário simpatissísimo que adora o Brasil e fazendo "turismo aéreo" nos EUA, já que estava na janelinha. Olha só que 'bunitim' que Washinton é de cima:


Bem, por hoje é só! Já está tarde e preciso ir dormir. Depois tem mais, muuuuito mais!!! :)

SURPRESA!!!! :)

Pessoal, desculpem meu longo silêncio...

Mas foi por uma boa causa: fui a CHICAGO ver de perto a mais importante das feiras de miniaturas, a Chicago International, promovida por Tom Bishop. E de quebra ainda tinha mais DUAS outras feiras de miniaturas rolando por lá no mesmo fim-de-semana: a IMA (Independent Miniature Artisans) e a 3 Blind Mice. Uma festa!!!

Foi praticamente um 'presente de aniversário', já que meu níver foi em 9 de abril no dia em que fui.

Agora vou começar a postar tim-tim por tim-tim como foi essa maravilhosa aventura, fiquem de olho!!! Tem MUITA coisa para contar e mostrar. 

sexta-feira, 19 de março de 2010

Minaturas fazem bem ao corpo e à alma!

No ano passado a comunidade de miniaturistas ficou com o coração na mão, todos preocupados com a Betinha, que passou por um problema sério de saúde e nos deu um grande susto.

Mas Deus é Pai e felizmente tudo acabou bem! A vontade de voltar a fazer suas maravilhosas miniaturas lhe deu forças para trabalhar com afinco na fisioterapia e ela já está de volta à vida normal.

Mas não foi só a nossa querida Elisabeth Murta que se beneficiou das miniaturas. Vera, que também está na batalha para recuperar a saúde, descobriu recentemente seu talento para fazer miniaturas durante a terapia ocupacional que faz no Hospital São Camilo. E descobriu exatamente ao seguir as instruções de como fazer chaleirinhas em biscuit da revista de artesanato que ilustra o trabalho desta grande miniaturista, publicada já há algum tempo.

O resultado surpreendeu a todos e até a própria Vera! Veja suas chaleirinhas e leia mais sobre o encontro das duas no site do Hospital São Camilo.

Parabéns à Vera pelo talento recém-descoberto, à Betinha pelo maravilhoso exemplo e às duas pela garra que têm e pela alegria contagiante de viver que nos inspira!!